O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), realizou na segunda-feira (12), no Museu do Forte do Presépio, em Belém, uma oficina educativa em comemoração ao aniversário de 410 anos da capital paraense. A atividade fez parte da programação alusiva à data, incluindo o Preamar Cabano, e apresentou ao público o Projeto “Da Argila ao 3D: Urnas Marajoaras, Tempo e Tecnologia”, que ofereceu ao publico experiências de desenho e pintura, juntamente com a observação dos grafismos das urnas marajoaras.
Adultos e crianças exercitaram a criatividade e aumentaram o conhecimento sobre o acervo do Museu
A oficina reuniu estudantes, famílias e visitantes para vivenciar uma experiência mediada pelos educadores do Museu do Encontro (que reúne o acervo histórico), que incluiu atividades de desenho e pintura, e grafismo das urnas marajoaras utilizando miniaturas produzidas em impressão 3D.
Simbolismo - Na celebração pelo aniversário da cidade, a programação destacou também a importância do Forte do Presépio como espaço simbólico das origens, dos encontros culturais e permanências históricas que moldaram a Amazônia.
Miniaturas das cerâmicas usadas nas atividades
Para o diretor do Forte do Presépio, Igor Zampolo, o objetivo foi aproximar o público do Museu de forma dinâmica, utilizando o desenho e a pintura para estimular a arte em homenagem aos 410 anos de Belém, além de promover o contato com elementos da cultura marajoara. Segundo ele, a iniciativa teve êxito em seus objetivos.
A programação da oficina foi dividida em duas etapas: das 9h30 às 10h30, os participantes realizaram atividades de desenho e pintura, e das 10h30 às 11h30 houve a prática de grafismo sobre réplicas das urnas marajoaras em miniaturas.
Os participantes foram convidados ainda a observar os grafismos das urnas originais e a reinterpretá-los nas miniaturas produzidas em 3D, utilizando o desenho e a pintura. A atividade estimulou a criatividade, percepção visual, atenção aos detalhes e reflexão sobre a evolução histórica das técnicas de produção de cerâmica.
O técnico educativo José Francisco complementou que a oficina evidenciou a cultura paraense e espaços históricos da cidade. “O público participou ativamente, escolhendo desenhos culturais com os quais se identificava e, de forma lúdica, ia pintando e se reconhecendo na atividade, incluindo pessoas de todas as idades. Meu desejo é que os espaços culturais realizem cada vez mais oficinas como esta, para que o público se sinta ainda mais acolhido”, acrescentou.
Ao promover a oficina, a Secult reforça a importância de oferecer à população atividades culturais e educativas, contribuindo para a valorização do patrimônio histórico e cultural da Amazônia.
Texto: Jhuly Cavalcante, sob supervisão de Gabriel Marques - Ascom/Secult